Precisamos conhecer e valorizar nossos heróis! Em qualquer país evoluído, esses homens e mulheres seriam de fato tratados como heróis. Mas infelizmente, no Brasil eles foram abandonados pelo estado e pela sociedade.

Junto à essa triste constatação, assistindo aos documentários é impossível não se impressionar e se orgulhar com o talento e dedicação desses guerreiros brasileiros.

Para se ter uma idéia, Monte Castelo e outras posições ocupadas pelos alemães na Itália eram consideradas praticamente impossíveis de serem tomadas, mas a COBRA FUMOU e a FEB fez o impossível virar realidade.

FEB

Nesse processo, a FAB também teve participação fundamental e demonstrou extrema bravura. O risco das missões era tão alto que os pilotos americanos podiam voltar para casa após concluir e sobreviver a 25 missões, poucos tiveram essa felicidade. Entre os pilotos brasileiros, também houveram muitas perdas, mas foram muitos os que SENTARAM A PUA em mais de 50 e até 100 missões (voluntariamente)!

FAB

Assista abaixo: A Cobra Fumou – Documentário sobre a Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial

Assinta abaixo: Senta a Pua! – Documentário sobre o 1º Grupo de Aviação de Caça do Brasil na Segunda Guerra Mundial

“Sentar a Pua é lançar-se sobre o inimigo com decisão, golpe de vista e vontade de aniquilá-lo. Quem vai sentar a pua não tergiversa. Arremete de ferro em brasa e verruma o bruto.”

ANTES – Direção de Criação

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Raf (esboço) desenhado por mim  no quadro branco

DEPOIS – Direção de Arte

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Arte final Eduardo Garcia

Aproveitando o ensejo do bem sucedido e badalado lançamento do Tropa de Elite 2 disponibilizo aqui o documentário Notícias de Uma Guerra Particular. Esse documentário, desconhecido por grande parte dos brasileiros, foi pioneiro em relatar a esdrúxula situação de guerra civil vivida pelos cariocas a partir do início dos anos 80 – um presente de grego deixado pelo falecido Leonel Brizola.

Filmado entre 1997 e 1998, o documentário retrata o mesmo período mostrado no Tropa de Elite 1, focado nos depoimentos dos três principais envolvidos nos confrontos: policiais, traficantes e a população das favelas. Rodrigo Pimentel, o Capitão Nascimento da vida real, na época ainda capitão do BOPE, é um dos destaques do filme.

No entanto as declarações mais duras são as de Hélio Luz, então secretário estadual de segurança pública. A sociedade está preparada para ter uma polícia honesta? Esse e outros questionamentos são da maior importância para a definição de políticas de segurança pública de acordo com os reais objetivos da nossa sociedade. Afinal, os mesmos integrantes das classes A e B que tanto reclamam da falta de segurança no país, são aqueles que contam com a proteção da cegueira seletiva da nossa justiça.

Assista abaixo ao documentário completo:

Maz Jobrani é um talentoso comediante iraniano-americano que faz do humor a sua ferramenta de desconstrução do estereótipo hollywoodiano dos povos meso-orientais. A apresentação foi publicada pelo excelente site ted.com. A causa é nobre e umas boas risadas são garantidas.

Faz tempo que as armas não letais despertam o interesse das forças polícias, forças armadas, empresas privadas de segurança e também dos cidadãos interessados em se defender. Mas o fato é que até o momento nenhuma arma não letal atinge o nível de eficiência das armas tradicionais (letais). Isso, logicamente, freia a popularização do uso desse tipo de equipamento que tem como objetivo salvar vidas, mas empresas do mundo inteiro buscam mudar essa situação.

Entre os civis o spray de pimenta é provavelmente o mais usado. O agente químico tem muitas vantagens: é compacto, tem baixo custo, não apresenta riscos no uso ou armazenamento e o alcance é razoável; e também tem algumas desvantagens: basicamente ele não incapacita totalmente o alvo e não permite a escolha de um único alvo entre uma multidão, por exemplo.

As “máquinas de choque” surgiram há uns bons anos atrás e imediatamente chamaram atenção com as demonstrações em vídeo de pessoas se debatendo. Ao contrário do spray de pimenta a eletricidade deixa uma pessoa totalmente incapacitada, não interessando seu tamanho, força ou vontade. O seu único defeito era o alcance, era preciso literalmente encostar o aparelho no seu opositor para acioná-lo.

Então surge a Taser e o Taser (empresa e produto têm o mesmo nome) com uma idéia mais elaborada sobre como usar a eletricidade num equipamento de defesa pessoal. A inovação da empresa foi agregar uma estrutura para o disparo de projéteis que ficam conectados ao resto do equipamento por finíssimos fios metálicos que conduzem a energia. Rapidamente o produto foi adotado pelas forças policiais americanas e com as melhorias efetuadas no projeto o seu uso virou padrão.

Hoje, o Taser é um produto de sucesso no mercado de segurança, mas ainda assim, não é tão eficiente como uma arma de fogo. No entanto, recentemente a Taser deu mais um passo de sucesso na busca pela arma não letal ideal. O ponto chave a ser vencido, até então, era a bateria. Para eliminar a necessidade dos fios que ligam o equipamento na mão do usuário aos projéteis grudados no oponente, era necessário que a bateria fosse disparada junto ao projétil. E foi justamente isso que os engenheiros da Taser conseguiram.

A Taser criou algo que é basicamente uma munição eletrocutante para espingardas calibre 12. Na verdade eles vendem o kit completo: uma espingarda pump action fabricada por um terceiro e otimizada para o uso do seu cartucho. Mas a estrela é realmente o cartucho. Após a saída do cano aletas se abrem para fazer o projétil girar e estabilizar sua trajetória, afinal o cano da arma não é raiado (alma lisa), no momento do impacto o projétil se divide em dois para reduzir o trauma.

Quem sabe, um dia, chegaremos a uma arma não letal tão eficiente que tornará as armas letais desnecessárias? Vão continuar existindo as guerras, disputas e conflitos, é claro, mas seria uma forma de evitar um número substancial de mortes. Afinal de contas as armas são um reflexo da natureza humana e logo, um mal necessário.

Pousos Incríveis

Publicado: setembro 29, 2010 em Entretenimento, Variedades

Realmente um show de habilidade desses pilotos no Wellington International Airport, New Zealand. O forte vento lateral na pista obriga os pilotos a fazer a aproximação de lado, no braço. Deve ser o mais próximo que um avião pode chegar de um carro em derrapagem controlada. Muito legal mesmo!

Ao criar uma marca forte surge o desafio de tomar ao longo do tempo ações coerentes e em sintonia com a identidade dessa marca. Uma marca conhecida carrega consigo valores e características que formam a sua “personalidade”. Ações diversas fora de sintonia com suas marcas resultaram em grandes fracassos – consumidores são fieis a marcas fieis.

Um exemplo dos mais bem sucedidos na gestão de ações em sintonia com a marca no longo prazo é o da Porsche. Como apaixonado que sou pela marca e sua história, a escolhi como tema para o artigo de conclusão da disciplina de Gestão e Desenvolvimento de Produto da especialização em Gestão de Marketing.

Segue abaixo o capítulo sobre a Porsche, o artigo completo com seu embasamento teórico está disponível nesse link: Artigo Porsche Rodrigo Funke

Dr. Ing. h.c. F. Porsche AG

Algumas empresas se destacam no que se refere à qualidade na aplicação prática das estratégias de segmentação, posicionamento e diferenciação. Uma delas é a Dr. Ing. h.c. F. Porsche AG ou apenas Porsche, como estamos acostumados a chamar a empresa alemã que fabrica automóveis desde 1948.

Desde sua entrada no mercado com o modelo 356 a Porsche chamou a atenção do mundo devido ao design, desempenho e outras características que a diferenciavam das demais. Mas foi em 1964, após lançar o icônico modelo 911, até hoje em produção, que a empresa conseguiu um nível de diferenciação tão alto em relação aos concorrentes que a tornou única. Nas palavras de Ferry Porsche, filho do fundador da empresa e criador do modelo 911 “Não consegui encontrar o carro dos meus sonhos, então decidi construí-lo eu mesmo.”.

Ser uma indústria do setor automotivo é a única característica que a Porsche tem em comum com as demais montadoras, pois até no que se refere à segmentação a empresa optou por algo inusitado. Seus modelos reúnem conforto, praticidade e esportividade. Atuando no segmento de carros de alto luxo e no segmento de carros superesportivos ao mesmo tempo. Algo que até o momento nenhuma outra empresa conseguiu fazer com sucesso.

Existem muitas marcas reconhecidas por fabricarem automóveis de alto luxo (Rolls Royce, Maybach, Bentley, entre outras) e muitas outras por fabricarem carros superesportivos (Ferrari, Lamborghini, Lotus, entre outras), mas apenas a Porsche é reconhecida como uma marca que reúne características genuínas dos dois segmentos.

Provavelmente a associação de fatores mais inusitada que a Porsche fez com sucesso em seus produtos foi unir desempenho e praticidade. Historicamente os automóveis de alto desempenho são construídos para andar em pistas de corrida, seu uso em condições cotidianas é praticamente inviável. Os Porsches são projetados para passar por quebra-molas, rampas e outros obstáculos que os carros comuns enfrentam diariamente no trânsito das cidades.

A esmagadora maioria dos carros superesportivos tem apenas dois lugares, já os super luxuosos geralmente oferecem espaço e muito conforto para quatro pessoas. Até nisso o modelo 911 inovou com o conceito 2+2 (dois bancos dianteiros confortáveis e dois pequenos bancos traseiros) também único no mercado.

Ser diferente é uma marca da empresa. Atualmente mais de 80% dos automóveis produzidos no mundo têm motor dianteiro transversal. A Porsche é uma das únicas montadoras que ainda fabrica modelos com motor traseiro. A maior parte dos modelos da marca é equipada com motores boxter (cilindros deitados e opostos), apenas duas montadoras no mundo fabricam carros com motores assim, a Porsche e a japonesa Subaru.

Essas diferenciações aplicadas ao produto continuam sendo desenvolvidas. Hoje o Porsche 911 Turbo é o superesportivo mais econômico e com o menor índice de emissão de gases poluentes do planeta. De fato, o gás expelido pelo cano de descarga desse modelo é mais limpo do que o ar respirado em megalópoles poluídas como São Paulo, Cidade do México e outras. Mas pensar de forma ecologicamente correta é relativamente fácil para uma empresa cujo fundador apresentou ao mundo o primeiro carro híbrido (gasolina e eletricidade) na Feira Mundial de Paris no ano de 1900.

No que se refere a serviço a Porsche também se diferencia oferecendo aos clientes na hora da compra, entre uma infinidade de opcionais e possibilidades de customização, o opcional Factory Collection que inclui hospedagem e visita a fábrica onde o consumidor acompanha as etapas de produção do seu carro, almoça num restaurante de primeira classe dentro da fábrica, visita áreas de exposição, recebe seu carro pronto numa sala especial onde um funcionário explica tudo sobre o modelo comprado e depois recebe treinamento de pilotagem com pilotos profissionais na pista de testes da fábrica.

A filosofia da empresa em relação a pessoas é “para assegurar nosso sucesso em longo prazo nós não eliminamos vagas de trabalho, nós as protegemos e criamos.”. O que é bastante incomum na indústria automobilística.

Quanto à imagem, a Porsche construiu uma marca forte e mítica por sua participação vitoriosa em competições esportivas. Foi três vezes campeã da Formula 1 como fornecedora de motores, mas preferiu se desligar da categoria por acreditar que apesar da exposição proporcionada, deveria se concentrar em categorias mais próximas e acessíveis ao seu público.

Atualmente a montadora oferece em sua linha carros preparados para competições em categorias onde os modelos se aproximam mais dos carros de rua e mantêm uma operação logística de abrangência global para suprir pilotos e equipes amadoras e profissionais com peças de reposição. A Mitsubishi tem uma estratégia semelhante aplicada a sua linha de modelos 4×4, incentivando o esporte ama- dor sem perder o foco no esporte profissional.

Hoje a Porsche é a menor montadora de automóveis do mundo e ainda assim a mais lucrativa. O Luxury Institute classificou através de pesquisas a marca Porsche como a melhor das melhores no que se refere a carros de luxo nos anos de 2008 e 2009. Esse sucesso se deve à coerência da empresa no conjunto de suas ações através do tempo e essa coerência foi obtida mantendo-se fiel ao que a empresa chama de “Princípio Porsche”, a Carta Magna da empresa baseada em seus valores e filosofias.

O Princípio Porsche trata de uma empresa que sabe que tamanho não é nada sem independência, que segue consistentemente seu próprio caminho sem nunca se esquecer de onde veio.

Ao comprar um volume substancial de ações da gigante Volkswagem a Porsche preferiu separar-se em duas para continuar pequena e independente. A Dr. Ing. h.c. F. Porsche AG, fabricante de automóveis (“Ing.” é a abreviatura para engenharia em alemão) e a Porsche Automobile Holding SE, que administra os investimentos da empresa no mercado financeiro.

O Princípio Porsche é cercado de certo mistério, não está escrito em lugar nenhum (que seja de acesso público). É uma série de coisas e ao mesmo tempo algo bastante simples e compreensível.

A Porsche não divulga informações do seu planejamento estratégico como missão, visão e valores; nem balanços anuais publicamente. Diz apenas “O que importa aqui é a qualidade, preservação ambiental, segurança. E, naturalmente, a fascinação.” e também “O Princípio Porsche é também o Princípio de David. Nós não nos intimidamos com os Golias da indústria.”.

Essa fidelidade ao “princípio” foi desafiada quando a Porsche começou a desenvolver um SUV (sport utility vehicle ou utilitário esportivo). Muitos especialistas do mercado e apaixonados pela marca afirmaram que esse lançamento seria a ruína da empresa, pois o modelo fugia da tradicional proposta da marca.

Novamente a Porsche surpreendeu apresentando ao mundo o Cayenne, um novo conceito em SUV, nas palavras de Ferry Porsche “um verdadeiro Porsche” fiel às características da marca, seus valores e filosofias. O resultado foi um sucesso e atualmente o Cayenne é o modelo mais vendido da montadora.

Segura de que seu “princípio” não se aplica apenas a pequenos carros esportivos a empresa lançou recentemente o Panamera para competir diretamente com os sedans de luxo do mercado. Novamente a Porsche criou um carro nada convencional, afinal, como a empresa afirma, é um Porsche.

A fidelidade ao design também nunca foi quebrada nos mais de 60 anos de atuação no mercado. Nenhuma montadora tem uma identidade visual tão marcante e conservadora como a Porsche; logicamente sem sacrificar a eficiência aerodinâmica tão fundamental em veículos que ultrapassam os 300km/H.

Na verdade quanto menos a Porsche reestiliza seus modelos, mantendo as linhas tradicionais, mais satisfeitos os admiradores da marca e seus clientes ficam. Essas linhas tradicionais são chamadas de DNA Porsche. São as linhas que fazem com que os modelos da empresa sejam reconhecidos e se aplicam a todos os modelos em linha de produção. A logomarca da empresa também nunca sofreu alterações.

E é assim, tradicional e moderna, conservadora e inovadora, pequena e independente que a Porsche se diferencia de forma coerente, cria valor para seus consumidores e assegura seu sucesso num mercado onde falências são tão comuns. Comum é um termo que não existe no vocabulário da Porsche. Uma empresa que nos ensina que mais importante do que conhecer seus concorrentes é conhecer a si mesmo.